<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-27555289</id><updated>2011-04-21T12:53:17.859-07:00</updated><title type='text'>Artigos</title><subtitle type='html'>Alguns textos e documentos publicados em diversos órgãos de Comunicação Social acerca da Casa Pequeno Davi</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://artigos-cpd.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27555289/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigos-cpd.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>MarcoFrancisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11843193028693906145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://photos1.blogger.com/blogger/567/1906/320/P1270078.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>2</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27555289.post-114873924490080017</id><published>2006-05-27T06:59:00.000-07:00</published><updated>2006-05-27T07:18:00.003-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;DE BARRIGA CHEIA OU DE BARRIGA SECA…&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A gente perde… a gente ganha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A favela do “S” é uma de muitas de João Pessoa. Foi lá que Sara nasceu e cresceu. “Se eu fosse menino, meu pai até me apoiaria…mas como sou menina…ele não gosta”, diz-nos Sara, que mesmo assim sonha ser “jogadora de bola”. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3244/2905/400/Sara.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Sara tem 15 anos e sonha ser "Jogadora de Bola"&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Começou a dar os seus primeiros “toques” nas ruas de terra batida, esburacadas pela força das chuvas tropicais. “Saía de casa às escondidas para jogar à bola com os meninos da minha rua”, diz-nos Sara, sorrindo entre dentes, esquecendo os maus-tratos do pai quando era apanhada! Para ele, o seu lugar era junto da mãe ou das meninas da sua idade, “brincando de boneca ou de bananeira”. “Fica igual a uma menino, jogando à bola na rua”, gritava o pai, irado pela atitude e gostos da filha.&lt;br /&gt;Sara nunca gostou de ser menina. “Ser menina é muito ruim! Se eu pudesse voltar atrás e pudesse escolher o que eu seria, gostaria de ser menino!”. Para ela, ser menino significa ser muito mais livre, andar na rua à noite, ir onde lhe apetece e, principalmente, jogar à bola sem ser criticada. As suas amigas censuram-na, por um lado, e têm inveja dela, por outro. &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3244/2905/400/futebolassis.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Oficina de Futebol feminino na Casa Pequeno Davi, Bairro Roger, João Pessoa, Paraiba, Brasil&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sara sabe o que a Casa Pequeno Davi tem feito por si. Sente na pele o esforço e dedicação de muitos técnicos e educadores para que centenas de crianças como ela possam ter uma vida digna, com direitos e deveres, proclamados humanos. “Se todo o mundo tivesse conhecimento da Casa Pequeno Davi e se ela também pudesse acolher muitas mais crianças, estaria muito melhor o bairro onde eu vivo”, diz-nos Sara, na esperança de que a sua voz possa ecoar para além daquele campo de futebol, aniquilando a violência e miséria que a cerca, que quase a asfixia.&lt;br /&gt;“A Casa Pequeno Davi é uma coisa muito boa para tirar as crianças do trabalho infantil e da rua”, diz-nos Sara, com voz de quem agradece todos os dias por estar ali, por poder jogar à bola e poder brincar num ambiente saudável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz-se tarde. A caminho da casa de Sara encontro alguém que me sorri.&lt;br /&gt;De seu nome fez seu mote: ”Eu só quero é que todo o Mundo viva em Paz…mas aqui nunca ninguém vive sossegado porque veio gente lá de outras bandas trazer coisa ruim para aqui”, responde-me ela quando lhe digo que venho em paz e lhe pergunto se podemos conversar. A coisa ruim são os negócios de drogas e afins. “Um dos meus filhos está preso por isso, porque não resistiu às más companhias”. 46 anos, semblante negro de sua natureza e do cansaço do trabalho, olhos grandes e escuros. Maria da Paz desde que é gente que ali vive. “É muito bom a gente morar aqui, mas infelizmente nessa situação que você vê!...mas a gente tem que levar a vida do jeito que Deus quer”. Para Maria da Paz é bom morar naquela favela, inundada pelas fortes chuvas das horas anteriores, sem água canalizada e luz apenas para quem pode pagá-la. Mistura mágoa e alegria quando se lembra do marido:”Sou separada, graças a Deus! Depois de vinte cinco anos eu ainda tentei conviver com ele, mas ele só achava que cachaça e amigo era melhor do que os filhos dele e eu… então para isso, deixa eu viver só!”.&lt;br /&gt;Parece-me vê-la procurar no chão a lágrima que lhe caiu do rosto. &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3244/2905/400/MariaPaz.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Maria da Paz, habitante da favela do "S", Bairro Roger, João Pessoa, Paraíba, Brasil&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este é também o drama de muitas mulheres paraibanas que, por motivos vários – desde a traição, passando pelo alcoolismo, até chegar aos maus tratos - partem determinadas para “processos” de divórcio a fim de conseguirem uma vida um pouco mais equilibrada. “Trabalho em casa de família, fazendo serviço de limpeza, mas infelizmente estou desempregada”.&lt;br /&gt;Maria da Paz não é de baixar os braços, vai batendo de porta em porta “procurando por alguém que precise de faxina ou dos meus serviços de casa”. Maria não vive só:”Tenho dois filhos que vivem comigo. São vira-beco e ganham 50 por semana. É com isso que a gente vive, com que nos alimentamos embora não chegue para nada”. &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3244/2905/400/criancasnoS.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Crianças da Favela do "S", Bairro Roger, João Pessoa, Paraíba, Brasil&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um salário mínimo no Brasil são 300 reais, mais ou menos 120 euros. Maria da Paz enfrenta a vida com serenidade e conformismo: “Isto é dinheiro para nada, mas o que é que eu hei-de fazer? Tenho que me conformar com o que tenho. Eu só quero é que nunca ninguém me veja triste, sempre contente…de barriga cheia ou de barriga seca, o que quero é que me vejam sempre contente”.&lt;br /&gt;Deixo a favela do “S”, gostava que Maria da Paz perdesse de vez as lágrimas que lhe caem do rosto e que Sara ganhe mais um motivo para sorrir porque “de barriga cheia ou de barriga seca”, a gente perde… a gente ganha.&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Texto: Marco Francisco / &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fofografia: video-documentário "A gente perde... a gente ganha", de Marco Francisco, sobre a Casa Pequeno Davi&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Artigo publicado na edição do Semanário O DESPERTAR - Coimbra - 26/05/2006&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27555289-114873924490080017?l=artigos-cpd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigos-cpd.blogspot.com/feeds/114873924490080017/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27555289&amp;postID=114873924490080017' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27555289/posts/default/114873924490080017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27555289/posts/default/114873924490080017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigos-cpd.blogspot.com/2006/05/de-barriga-cheia-ou-de-barriga-seca.html' title=''/><author><name>MarcoFrancisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11843193028693906145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://photos1.blogger.com/blogger/567/1906/320/P1270078.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27555289.post-114678469655747267</id><published>2006-05-04T16:17:00.000-07:00</published><updated>2006-05-04T19:43:57.926-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cerca de 50 mil crianças em todo Brasil trabalham na "catação de lixo"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A probreza e o sofrimento que se esconde por detrás do sol&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Atrás de uma árvore escanzelada pelo sol, esconde-se! Nos olhos negros e na pele morena carrega a poeira dos dias de calor e das noites de aflição. No rosto, marcas de dor e agonia. Nas mãos, como um troféu, agarra migalhas de macaxeira e sementes de goiaba. Os pés negros partilham o espaço com urubus sedentos de alimento. Como esta, milhares de crianças e adolescentes na Paraíba atropelam-se, compelidos a encontrar no lixo um meio de subsistência para si e suas famílias, resignando friamente à sua dignidade, saúde e, não raro, à sua própria vida.&lt;/em&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3244/2905/400/FotoFaveladoS1.jpg" border="0" /&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Os 35 graus das 6 horas da manhã faziam adivinhar um dia longo depois de uma noite sem fim, embrenhado em ansiedade por estar no Brasil a realizar o Projecto Final da Licenciatura em Ciências da Informação, pelo Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra.&lt;br /&gt;No “ônibus” escorria o suor das peles negras e o cheiro de gente diferente. Um caminho duro de percorrer dada a violência da viagem, aliada à alta temperatura e à vontade de chegar e conhecer a Casa Pequeno Davi, uma instituição não-governamental, sem fins lucrativos, que actua nos espaços políticos da Paraíba, em prol das crianças e adolescentes do Bairro Roger e adjacências do Terminal Rodoviário da cidade de João Pessoa. O fim do “Lixão do Roger”, nome pelo qual era conhecido o depósito de lixo da cidade paraibana, não pôs fim à humilhante actividade de “catar o lixo” que a sociedade consome, muito menos ao trabalho infantil em “lixões”, drama que se insere nas piores formas de actividade bem como nas prioridades do PETI, Programa de Erradicação de Trabalho Infantil no Brasil, ao qual a Casa Pequeno Davi se agrega, patrocinada por entidades como a Unicef, a União Europeia, a Cordaid, entre outras. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Avisado pelo senso comum, sabia de antemão o terreno que iria pisar, um país de beleza natural inigualável e de desigualdade desmesurada. Aviso que não foi suficiente, nem para o combate que travo sempre com a razão, nem tão pouco para o inevitável ”choque emocional”. Conhecer imagens disponibilizadas pela Comunicação Social de crianças que passam fome, que se arrastam na procura de alimento, que são mal tratadas e vandalizadas, escravizadas pela crueldade de dias condenados à infelicidade e ao sofrimento não é, garanto, o mesmo que estar junto delas e conhecer a sua história. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Uma pesquisa feita pelo Fundo das Nações Unidas para a Criança – UNICEF – determinou que cerca de 50000 crianças em todo o Brasil trabalham na “catação de lixo”, 30% das quais sem frequentar sequer a escola. Expostas aos perigos eminentes da rua, à crua e nua explanação do lixo, à convivência com doenças que muitas vezes as próprias desconhecem, 65% destas crianças deambulam em território nordestino. A inocência da tenra idade e a cultura precária convidam a fenómenos degradantes como a gravidez precoce, o abuso sexual e o consumo de drogas. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3244/2905/400/FotoFaveladoSIV.jpg" border="0" /&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Denunciar o Trabalho Infantil no Brasil não é, no fundo, novidade. Os trabalhos levados a cabo pela Unicef e pelo PETI têm contribuído para uma diminuição, ainda que ténue, desta realidade. Por outro lado, têm enraizado nas mentes e na cultura deste povo os Direitos da Criança. A Comunicação Social tem também dado em muito o seu apoio na difusão desta realidade quer pela denúncia do Trabalho Infantil, quer pela divulgação de actividades relativas à promoção dos Direitos da Criança. No entanto, a actuação Media encerra em si uma problemática de direito e deontologia da comunicação, tanto mais para quem, como eu, não tem experiência profissional nem consegue ainda distinguir e separar a realidade do sentimento. Como pegar numa máquina fotográfica ou numa câmera de filmar sem sentir que se está num jardim zoológico a recolher boas imagens de animaizinhos, mesmo que não em vias de extinção? Como filmar ou fotografar sem sentir que se está a invadir a “propriedade privada” de tantas crianças que sofrem na “tenra pele” amarguras sem fim? Como ocultar a lágrima que cai por detrás da objectiva quando do outro lado a imagem é violência, pobreza e fome? &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Segurava na mão um balde com água. Nos calções prendia um pequeno saco de plástico onde arrecadava moedas e migalhas. Lavava um carro aqui outro ali na esperança de um “trocadinho” que lhe permitisse alimentar o seu vício. Por debaixo da t’shirt negra do tempo escondia o paninho embebido em cola sintética de sapateiro. Este produto faz as maravilhas de muitas crianças de rua: mata-lhes a fome. Muitas delas deixam de saber quem são, de onde vêm ou para onde vão, perdem totalmente a sua identidade e dignidade, efeitos causados pelo consumo da “cola de sapateiro”, que invade abruptamente mentes e corpos frágeis, sacudidos violentamente pela necessidade de sobrevivência. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3244/2905/400/FotoFaveladoS4.jpg" border="0" /&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O problema das crianças de rua e trabalho infantil torna-se cada vez mais grave e complexo. Como acolher todas estas crianças, retira-las da rua, dar-lhes carinho, educação e saúde? Como fazê-las compreender o que é “certo” e o que é “errado”? Como enfrentar famílias que subjugam os seus filhos a “trabalhos domésticos”, escondidos na intimidade dos lares, e fazê-las compreender que as crianças têm o direito de brincar e serem felizes? &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O Brasil, e particularmente o nordeste, enfrenta uma dura batalha travada no seio de uma “cultura sem cultura” e de uma sociedade que parece ter esgotado os seus meios de “mudança”. Será este, portanto, um enigma social ou cultural? &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Texto e Fofografia: Marco Francisco &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado na edição do Semanário O DESPERTAR - Coimbra - 28/04/2006&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27555289-114678469655747267?l=artigos-cpd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigos-cpd.blogspot.com/feeds/114678469655747267/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27555289&amp;postID=114678469655747267' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27555289/posts/default/114678469655747267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27555289/posts/default/114678469655747267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigos-cpd.blogspot.com/2006/05/cerca-de-50-mil-crianas-em-todo-brasil.html' title=''/><author><name>MarcoFrancisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11843193028693906145</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://photos1.blogger.com/blogger/567/1906/320/P1270078.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
